Museu cria ‘audioguia’ para turistas em São Bento do Sapucaí, SP

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Igreja do Rosário, marco zero da cidade e ponto de partida do passeio (Foto: Divulgação/Museu da Mantiqueira)

Um passeio por São Bento do Sapucaí com relatos de moradores e um guia especialmente destinado ao turista. É isso que propõe um projeto em áudio do Museu da Mantiqueira (Muman), divulgado no início deste mês. Ele traz roteiro cultural e comercial do município e cria um elo entre a tecnologia e a preservação da memória local.

Para apresentar detalhes da história sambentista em um percurso de três quilômetros, o ‘Caminhos da memória: a cidade como museu, o sujeito como patrimônio’ coloca a disposição do visitante um ‘audioguia’. O arquivo pode ser baixado gratuitamente em tablets e celulares pelo site do museu.

O áudio tem cerca de 1 hora e 50 minutos de duração e passa por pontos turísticos como a Igreja Nossa Senhora do Rosário, a Capelinha do Mosaico e a praça Adhemar de Barros. Durante o tour, uma guia virtual conta para o turista a história dos prédios e das ruas por onde ele está passando.

Além da explicação dada pela atriz Cristiane Credidio, que narra o passeio, detalhes da memória local são contados através da voz dos próprios moradores da cidade. De acordo com Diana Poepcke, idealizadora do Muman, o projeto trouxe um novo conceito para as visitas na cidade.

“A ideia do projeto se desenvolve junto com o princípio norteador do Muman, que é entender a cidade como um museu ao céu aberto. Então ao invés de passear dentro de um museu para conhecer a história de um lugar, você vai passear pela cidade e os moradores te contam essa história”, afirma.

Além do áudio, o museu vai distribuir em pontos comerciais da cidade um mapa que deve ser utilizado como apoio para o roteiro e disponibilizar na internet. Diana explica que iniciativas como essa, que criam elos entre turistas e habitantes e ajuda a promover o respeito pelo patrimônio histórico.

“Incentivar essa interação pluraliza a visão do visitante, fazendo com que ele perceba o ritmo e o cotidiano local. É uma maneira de diminuir o impacto nos modos de vida dessa região, promovendo uma conscientização nesse visitante”.

Moradores
De acordo com a idealizadora do Muman, o projeto também traz frutos para quem mora na cidade. Com o guia, além de enxergar a cidade com outros olhos, o habitante também pode encontrar novas maneiras de movimentar a economia.

“O que mais chama a atenção é que elas começaram a ressignificar os patrimônios, ou seja, começam a construir olhares diferentes em cima daquele lugar. E queremos trabalhar com essa valorização do sujeito patrimônio porque acreditamos que o patrimônio cultural pode estar a serviço do desenvolvimento socioeconômico do local. Assim entramos na economia criativa, podendo criar alternativas financeiras para a comunidade”.

(*) colaborou Guilherme Machado – Via G1

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